Acidente Polícia

Morte de mergulhador sebastianense em Santos ainda não foi esclarecida

A Delegacia da Capitania dos Portos e a Polícia Civil de Santos ainda não concluíram os inquéritos que apuram a morte do mergulhador profissional, Emmanouil Pagonis, de 26 anos, de São Sebastião, ocorrida em Santos, em maio deste ano.

O acidente que resultou na morte de Emmanouily ocorreu no dia 19 de maio, no Armazém 39, no Porto de Santos, quando da realização da limpeza da hélice do navio Medi Ginevra, de bandeira liberiana.

Emmanouil e mais três mergulhadores iniciaram o serviço por volta das 9 horas. Uma hora depois os quatro mergulhadores concluíram a limpeza e retornaram à superfície. Emmanouil mergulhou novamente para fotografar o serviço executado, mas não reornou.

Os outros três mergulhadores decidiram ir procurá-lo, mas não o encontraram. Reornaram a superfície e acionaram o comandante do navio, a Capitania dos Portos e os bombeiros.

Mergulhadores do Grupamento de Patrulha Naval do Sul-Sudeste, auxiliaram nos trabalhos de busca junto com os bombeiros do Gbmar(Grupamento de Bombeiros Marítimos) do Guarujá. O corpo foi localizado, um dia depois, embaixo do navio no qual o mergulhador fez os reparos com seus colegas.

A Delegacia da Capitania dos Portos, em Santos, e a 5ª Delegacia de Atendimento ao Turista, unidade da Polícia Civil que fica no porto, instauraram inquérito para apurar as causas da morte do mergulhador sebastianense.

A família do mergulhador cobra agilidade na apuração do caso. A família suspeita que o equipamento utilizado por ele estivesse com problemas ou em situação irregular, mas isso só poderia ser comprovado pela Marinha ou Policia Civil.

“A minha vida parou. Tenho que saber o que aconteceu e porque ele morreu. Ele tinha muita experiência”, comentou Tamara dos Santos, mãe do mergulhador, que no dia do acidente se encontrava na França e teve que vir imediatamente para o Brasil.

Segundo ela, a empresa Oceanave Serviços Marítimos, em que Emmanouil trabalhava, ajudou nas despesas da viagem e do sepultamento.

Polícia Civil

A delegada Juliana Gianini, responsável pelas investigações, afirmou que não poderia dar informações sobre o caso, que estaria sob sigilo. A delegada confirmou apenas que o inquérito ainda não foi concluído e que, também, aguarda o parecer da Delegacia da Capitania dos Portos de Santos.

A polícia civil apreendeu, inclusive, o equipamento de mergulho utilizado por Emmanouil para análises e pericias. A delegada também iria ouvir testemunhas do acidente, entre eles, os mergulhadores que participaram dos reparos no navio.

Marinha

Em nota, encaminhada ao Tamoios News, a Marinha informou que o Inquérito foi aberto na Capitania dos Portos de São Paulo e, no momento, está em andamento.

Segundo a Capitania, o inquérito ainda não teria sido concluído, por existir algumas circunstâncias que necessitam de mais esclarecimentos, testemunhas ainda estão sendo ouvidas.

A nota informou ainda que a família do acidentado foi recebida na Capitania, em Santos e, devidamente orientada sobre a apuração e, inclusive, acompanha os autos com um advogado.

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