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Aumenta número de casos suspeitos de Covid-19 em Caraguatatuba

Caraguá tem ainda cinco casos suspeitos de gripe Influenza em investigação

O Boletim Saúde divulgado pela Prefeitura de Caraguatatuba, neste sábado(28), confirma que os casos de coronavírus continuam aumentando na cidade. Segundo dados do boletim divulgado às 14 horas,  são 51 casos suspeitos notificados, oito deram negativo e 43 estão em  investigação.

Em live, deste sábado, o prefeito Aguilar Júnior, informou que 33 pacientes estão isoladas em casa e sete na Santa Casa. Dos sete pacientes internados na UTI da santa casa, quatro estão entubados.

Aguilar Júnior informou que está ampliando leitos, comprando testes rápidos e equipamentos

Os pacientes na UTI são quatro homens com idades de 43, 62, 64 e 70 anos e três mulheres, com idade de 64, 66 e 79 anos.  O prefeito informou ainda que na tarde deste sábado deram entrada na santa casa três crianças, do sexo masculino com idade de 1 ano e 7 meses, 8 e 9 anos, com suspeita de H1N1 ou coronavírus. Novas informações sobre as crianças devem ser divulgadas ainda hoje.

Gráfico mostra evolução dos casos suspeitos em Caraguá

Em Caraguá, segundo dados repassados pelo prefeito, os casos suspeitos começaram a a parecer a partir do dia 2 de março e que, hoje, sábado(28), já são mais de 50 notificações. A cidade lidera o número de casos suspeitos do vírus na região. Ubatuba tem 36 suspeitos, Ilhabela, 14 e São Sebastião, onze. Os dois casos positivos registrados na região foram  notificados em São Sebastião que, também, investiga uma morte pelo coronavírus.

Aguilar Júnior disse ainda que já liberou o kit alimentação para as escolas municipais e que também vai fdistribuir kit alimentos para a população que está passando dificuldades devido a pandemia de coronavírus e que se encontra em situação de vulnerabilidade.

O prefeito disse que teve uma reunião importante ontem com representantes do comércio, hotelaria, PM e OAB onde mostrou sua preocupação com a questão comercial e de empregos e informou que está buscando apoio do governo estadual e federal para ajudar os trabalhadores e comerciantes da cidade.

O documento, boletim saúde, também detalhas outras doenças: Já são 1.771 casos notificados de dengue, sendo 1.386 negativos e 385 positivos. Caraguatatuba também tem quatro casos de chikungunya, dois descartados e dois em investigação, um caso de Sarampo e cinco casos de gripe Influenza suspeitos, aguardando exames.

Influenza

Na 1ª fase da Campanha de Vacinação contra a Gripe, que teve início na segunda-feira (23), Caraguatatuba recebeu apenas 4.900 doses que se esgotaram em menos de três horas.

Essa vacina é composta por vírus inativado, protege contra os três vírus que mais circularam no hemisfério sul no ano passado: Influenza A (H1N1), Influenza B e Influenza A (H3N2).

Esta vacina não tem eficácia contra o coronavírus, porém, neste momento, irá auxiliar os profissionais de saúde na exclusão do diagnóstico para coronavírus, já que os sintomas são parecidos. E, ainda, ajuda a reduzir a procura por serviços de saúde. Estudos e dados apontam que casos mais graves de infecção por coronavírus têm sido registrados em pessoas acima de 60 anos, grupo que corresponde a 20,8 milhões de pessoas no Brasil.

Agentes de Saúde das 11 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Caraguatatuba vão vacinar os idosos, em domicílio, sempre de segunda a sexta-feira. As doses serão aplicadas até o dia 15 de abril. As equipes percorrerão as ruas dos bairros, entre 8h e 17h,e não é necessário agendamento.

Mesmo os idosos que nunca utilizaram os serviços da UBS do bairro também serão atendidos, mas para isso é necessário ligar na Unidade de Saúde mais próxima para cadastro. A Prefeitura de Caraguatatuba adotou essa medida com o objetivo de evitar aglomeração e deslocamento dos idosos.

Estado

Entre os dias 23 e 26 de março, foram aplicadas doses em 350,3 mil trabalhadores de saúde (25,8%) e 2 milhões de idosos (42%). Coberturas vacinais similares só foram alcançadas entre esses dois grupos duas semanas depois da etapa destinada a eles, no ano passado.

Em 2019, a campanha foi disponibilizada para esses grupos no dia 22 de abril. Quatro dias depois, as coberturas vacinais eram de 8,5% entre profissionais de saúde (117,3 mil vacinados) e 14,3% dos idosos (692,5 mil).

Neste ano, idosos e trabalhadores entraram na primeira etapa de imunização para intensificar a prevenção de doenças respiratórias, no contexto de enfrentamento ao novo Coronavírus. Além disso, a partir de 30 de março serão imunizados profissionais das forças de segurança e salvamento, com antecipação em duas semanas para esse público.

“É fundamental garantir a prevenção dos profissionais de saúde que estão na linha de frente da assistência, assim como os que trabalham na área de segurança e salvamento e estão em contato direto com a população; além disso, precisamos proteger os idosos, mais vulneráveis a complicações pela gripe e também à COVID-19”, explica a diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica, Helena Sato, que ocupa também a posição de coordenadora substituta do Centro de Contingência de Coronavírus.

O início da campanha em 2020 foi antecipado em três semanas, graças à agilidade do Instituto Butantan, que entrega ao Brasil 75 milhões de doses da vacina. São 10 milhões de doses a mais do que as fornecidas ao país, no ano passado.

“A vacina irá prevenir a população alvo contra o vírus Influenza de três tipos e é fundamental para evitar complicações decorrentes da gripe, otites e sinusites. É indispensável que as pessoas respeitem as etapas para que não haja aglomerações nos postos, evitando a transmissão de doenças respiratórias, como a COVID-19 e a própria gripe”, reforça a diretora de Imunização da Secretaria, Nubia Araujo.

“A vacina não provoca gripe em quem tomar a dose, já que é composta apenas de fragmentos do vírus que causam a devida proteção, mas são incapazes de causar a doença”, explica.

As doses produzidas pelo Butantan nesse ano são constituídas por três cepas de Influenza: A/Brisbane/02/2018 (H1N1)pdm09; A/South Austrália/34/2019 (H3N2); e B/Washington/02/2019 (linhagem B/Victoria).

Coronavírus

A vacina contra a gripe não imuniza contra o novo coronavírus, mas a campanha é fundamental para reduzir o número de pessoas com sintomas respiratórios nos próximos meses. “Além de proteger a população contra a Influenza, queremos minimizar o impacto sobre os serviços de saúde em meio a pandemia de COVID-19, já que os sintomas destas doenças são semelhantes”, diz o Secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann.

A orientação aos profissionais que trabalharão na campanha é para que haja organização da fila e do ambiente. Deverá ser feita uma triagem com identificação de sintomático respiratório – presença de febre, tosse, coriza e falta de ar. Se a pessoa tiver febre ou mau estado geral, deverá ser colocada máscara no paciente e adiada a vacina, com orientação para ida a um serviço de saúde. Máscaras também deverão ser colocadas naqueles que tiverem tosse ou coriza, mas nesses casos a dose poderá ser aplicada, e ainda assim a pessoa será orientada para procurar um serviço de saúde.

As equipes deverão anotar as doses aplicadas, com mesas e distanciamento de pelo menos 1 metro entre o anotador e paciente. Cada profissional deverá usar caneta própria e álcool deverá ficar disponível para uso. O vacinador não precisa utilizar luvas nem máscara cirúrgica, apenas seguir as normas de higienização.

Etapas da campanha de 2020

Etapa 1: a partir de 23 de março, para idosos acima de 60 anos e trabalhadores da saúde;

*Antecipação de forças de segurança e salvamento, a partir de 30 de março.

Etapa 2: a partir de 16 de abril para professores, portadores de doenças crônicas, comorbidades e outras condições clínicas especiais;

Etapa 3: a partir de 9 de maio, para crianças com idade maior que 6 meses e menor que 6 anos, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), e outros;

Dia de D: 9 de maio, para todos os grupos do público-alvo, incluindo pessoas acima de 55 anos.