Estradas Litoral Norte

Oswaldo Cruz: Conheça a estrada que “salva a vida” dos motoristas quando a Tamoios é interditada

Conheça detalhes da Rodovia Oswaldo Cruz, a SP-125, que liga Ubatuba até Taubaté. Durante as interdições da Rodovia dos Tamoios, a estrada vem sendo a “salvação” dos moradores que precisam chegar ao  Vale do Paraíba e capital e vice versa. É um traçado antigo, de 91 Kms, que já foi utilizado para o transportes de mercadorias até o porto de Paraty, no período colonial. Oficialmente, a estrada foi aberta em 1932. Em 1969 recebeu asfaltamento. A ”velha estrada” continua firme, mesmo em épocas de chuvas

Por Salim Burihan

Circulam na Tamoios cerca de 25 mil carros por dia. A Tamoios recebe cerca de 70% dos veículos que se destinam as cidades do Litoral Norte e sul-fluminenses(Paraty e Angra). A Oswaldo Cruz recebe em média 5 mil carros por dia.

Quando ocorrem as interdições na Tamoios, por medida de segurança, devido ao risco de queda de barreira, praticamente triplica o movimento de veículos na Oswaldo Cruz.

No ano passado a Tamoios foi interditada por quatro vezes. Este ano, a rodovia sofreu quatro interdições: nos dias 6 e 19 de fevereiro; no dia 11 deste mês; e, no sábado(16).

Opções

Em caso de interdição da Tamoios, moradores de Caraguá, São Sebastião e Ilhabela preferem viajar pela Oswaldo Cruz para ir  até as cidades do Vale do Paraíba e capital.

A viagem de Caraguá até São José dos Campos, pela Tamoios, leva em média cerca de 1h15. Pela rodovia Oswaldo Cruz o tempo de viagem chega a 3 horas.

De Caraguá até São Paulo, a viagem pela Tamoios, dura cerca de 2h30. Pela Oswaldo Cruz, cerca de quatro horas. Moradores de São Sebastião e Ilhabela optam em viajar até a capital pela Mogi/Bertioga ou pela Rio-Santos e Imigrantes, em ambos os casos a viagem leva de quatro a cinco horas.

Oswaldo Cruz

O traçado da rodovia Oswaldo Cruz, a SP-125, existe desde o tempo do Brasil Colonial. É evidente que nesta época era uma “passagem” e servia como rota de mercadorias destinadas ao porto de Paraty.

A partir de 1932 o estado fez algumas melhorias, pavimentando a estrada com pedras pelos presidiários da Ilha Anchieta.

Em 1960 foram feitas novas melhorias. A estrada recebeu obras entre 1963 e 1969. O trecho todo foi asfaltado em 1969.

Novas obras foram executadas entre 1971 e 1976. Em 1976, a rodovia foi oficialmente denominada Oswaldo Cruz, em homenagem ao famosos médico sanitarista, nascido em São Luiz do Paraitinga, cidade que está na rota da rodovia.

A Oswaldo Cruz já sofreu interdição total por causa das chuvas. Foi em janeiro de 2010, quando as chuvas destruiu a cabeceira da Ponte sobre o Rio Paraitinga. A estrada ficou fechada por quatro dias.

A rodovia tem 91 quilômetros de extensão e cruza dois rios, o Paraitinga(Km 44) e o Paraibuna(Km 65) e também é o principal acesso a cidade de São Luiz de Paraitinga.

O trecho entre Taubaté(Km 1) até o início do Parque Estadual da Serra do Mar(Km 78) é tranquilo e passa por regiões rurais. O trecho de serra entre os Kms 78 e 86 exige muita atenção por parte dos motoristas, devido às curvas acentuadas e declives.

A rodovia é administrada pelo DER(Departamento de Estradas de Rodagem), tem posto da policia rodoviária no trecho em Ubatuba, tem atendimento de socorro aos motoristas, postos de combustível, borracheiros e locais para lanche e café.

Avaliação

Km 45,entre São Luiz do Paraitinga e Taubaté

Solicitamos ao jornalista Zeco Rodrigues, de Ubatuba, que utiliza constantemente a rodovia, que fizesse uma avaliação do traçado dela para o Tamoios News:

“ É uma estrada que foi construída em cima de um antigo trajeto e é bastante sinuosa, com curvas acentuadas ao longo do estrada e principalmente no trecho de Serra (7 quilômetros). Ainda tem mais um trecho que foi adaptado do alto da Serra até a junção com o novo trecho. Com cerca de 4 quilômetros, este trecho  é conhecido por variante, a pista é estreita e repleto de curvas.

A sinalização é precária e as placas de sinalização estão encobertas pelo mato, devido à falta de manutenção. É comum verificar a presença de neblina neste trecho, o que dificulta a visibilidade, principalmente do período noturno.

Ao longo da rodovia, existem seis postos de combustíveis : três deles próximo à saída de Taubaté outro no bairro do Registro, na altura do KM 18, também no município de Taubaté. Outro posto próximo à São Luiz do Paraitinga, no km 40, e o outro junto à entrega do bairro da Vargem Grande, município de Natividade da Serra, próximo ao trecho de serra, na altura do km 60.

 A viagem no período noturno, principalmente próximo ao trecho de serra é bastante ermo e o viajante fica exposto às intempéries, principalmente entre os km 70 a 86, que fica isolado e sem contar com pontos de apoio, apenas com socorro mecânico oferecido por mecânicos e guinchos particulares.

Em São Luiz do Paraitinga, o viajante conta com apoio de oficinas mecânicas, restaurantes, lanchonetes e pousadas. Ao longo do percurso, a rodovia também oferece algumas lanchonetes e barracas com produtos típicos ideais para tomar um bom café com especiarias, como pamonha, suco de milho e artesanato. Próximo à Ubatuba, também há uma concentração de barracas com vendas de bananas”.

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