Polícia São Sebastião

Justiça decreta prisão de Robson de Souza. Suspeito já é considerado foragido da justiça

Robson, a esquerda, se entregou ontem

A Justiça de São Sebastião expediu nesta terça(6), a pedido da Polícia Civil, mandado de prisão temporária contra Robson de Souza, o Kero-Kero, por trinta dias, a princípio. Ele é o principal suspeito da morte do arquiteto Wesley Augusto Santana, o Lelo, de 39 anos, ocorrido no dia 6 de outubro.Equipes de investigadores o procuram desde as 17 horas, e ele não foi encontrado nos endereços fornecidos por sua advogada.

O delegado Dr. Vanderlei Pagliarini que comanda as investigações afirma que desse momento em diante ele é considerado foragido da Justiça. Quem souber do paradeiro dele poderá entrar em contato com as polícias Civil e Militar e também com a Guarda Civil.

A reportagem não conseguiu o contato dos advogados de Souza para saber se ele irá se apresentar ou não à polícia após o mandado de prisão temporário autorizado nesta terça(6) pela justiça sebastianense.

Indiciamento

O delegado do 1º Distrito Policial de São Sebastião, Dr. Vanderlei Pagliarini, indiciou no último dia 31, o funcionário público municipal Robson de Souza, de 46 anos, pelo assassinato do arquiteto Wesley Augusto Santana, o Lelo, de 39 anos, ocorrido no dia 6 de outubro.

A polícia investiga ainda a participação de outra pessoa de São Sebastião no crime, que seria o coautor do homicídio que abalou a cidade. Segundo a polícia, Souza, que até esta terça(6)permanecia em liberdade, pode ter sido o autor do crime, mas pode ter outra pessoa envolvida. Essa pessoa já está identificada e a polícia aguarda apenas novas provas para indiciá-la.

O delegado Pagliarini, na ocasião do indiciamento de Souza, evitou se aprofundar na questão de quem seria o executor e quem seria o mandante do crime. O delegado pediu a quebra de sigilo de vários telefones para tentar esclarecer de vez esta questão.

“Há um conjunto probatório muito forte contra Robson de Souza, que entendo ser o executor. Não diria que há um “mandante”, mas é bem possível que tenha contado com a participação de uma outra pessoa, e é isso que estamos verificando agora”, comentou ele na ocasião, restringindo-se apenas ao indiciamento de Souza.

Afinal qual teria sido o motivo do crime?  “Eu diria que, para o Robson, um misto de 80% passional e 20% financeiro, Se confirmar a participação da outra pessoa as porcentagens se invertem”, comentou ainda o delegado no dia 31.

Souza

A polícia chegou até Souza através de imagens de câmeras de monitoramento, dois dias após o crime.

Segundo o delegado, nas imagens pode se ver o carro pertencente ao indiciado se aproximando do local do crime por volta das 22h20, permanecendo estacionado nas proximidades do prédio do Fórum, de onde se retira às 2h35 do dia 6, o dia da morte da vítima.

Pagliarini informou ainda que a câmera de uma residência captou a imagem de um homem descendo um barranco no terreno vizinho à casa da vítima por volta de 2h25 e que às 2h35 o carro pertencente ao indiciado deixa o local pela contramão.

O carro de Souza foi localizado posteriormente em uma oficina de Caraguá. O carro apreendido e periciado, com a utilização de reagente Luminol para tentar identificar manchas de sangue da vítima.

Outra peça importante para a polícia foi a apreensão do celular de Souza. O aparelho foi apreendido no dia 8, quando o suspeito foi interrogado pela primeira vez. Na ocasião, Souza teria alegado que o aparelho sofreu uma queda e que os arquivos foram prejudicados.

O delegado encaminhou o celular para a Polícia Federal e parte dos arquivos foi recuperado. Segundo Pagliarini, a análise dos arquivos demonstra claramente a participação dele no crime.

Sobre o fato do indiciado não ter sido preso, Pagliarini afirmou que a prisão nesta fase de inquérito é uma exceção, e que a regra é a liberdade. “Costuma ocorrer prisão na fase de inquérito quando o delegado entende que a privação da liberdade ambulatória da pessoa que está sendo investigada é necessária para que ele possa concluir com êxito as investigações”, afirmou

Pagliarini entende que no caso da morte do arquiteto, que apura há um mês, não houve a necessidade de prendê-lo, até porque a Polícia tem produzido provas tranquilamente com Souza em liberdade. “Ele está assustado e atende a polícia sempre que é procurado”, afirmou.

Pagliarini deixou claro, no entanto, que se houver a necessidade de prender Souza ou qualquer outra pessoa que apure ter envolvimento com os fatos, poderá fazer uma representação pela decretação de uma prisão temporária ou preventiva, e a análise e determinação disso ficará a cargo do Poder Judiciário.

Crime

Lelo, assassinado aos 39 anos, dentro de sua casa

O crime ocorreu no dia 6 de outubro,  por volta das 3h30 da madrugada de sábado, quando Lelo teria retornado de um barzinho.

Segundo informações dadas pela sua mulher à polícia, teria havido uma agitação e muito barulho, naquela madrugada, na parte inferior da família e onde lelo se encontrava no momento do crime.

A mulher assustada com o barulho teria pedido ajuda aos vizinhos. Um dos vizinhos teria ido até o local e encontrou o arquiteto, bastante ferido, em um sofá.

Lelo, que trajava apenas uma cueca, de cor branca, estava com a cabeça caída sobre um dos “braços” de madeira do sofá. Havia muito sangue espalhado pelo local. Imediatamente, o vizinho teria acionado o resgate e a Polícia Militar.

O arquiteto chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos graves ferimentos e morreu, quando estaria sendo removido para o Hospital de Clínicas de São Sebastião.

A polícia civil constatou que foram levados da casa dois celulares e uma arma calibre 380, que era de propriedade da vítima. Nada mais teria sido levado.

Foi constado pelo IC(Instituto de Criminalística) que uma porta lateral da cozinha, havia sido forçada. Por essa porta, podem tem adentrado à residência os possíveis autores do crime.

O IC também descartou a hipótese de que o arquiteto tenha sido morto a tiros. Na sala onde Lelo foi morto, não foram encontradas cápsulas de armas de fogo.

A polícia não encontrou nenhuma testemunha, que percebeu ou viu a movimentação de pessoas estranhas nas proximidades da casa do arquiteto, durante a madrugada de sábado.

Também não foi localizada, até agora, nenhuma câmera de monitoramento nas proximidades da casa, cujas imagens poderiam ajudar a polícia nas investigações.

Lelo ocupava o cargo de chefe de seção de Obras Particulares na Secretaria de Obras da Prefeitura de São Sebastião. Ele também foi policial militar na cidade até 2008.

 

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