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São Sebastião e Ilhabela terão reforço da Marinha nas ações contra o Aedes Aegypti

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O delegado da Capitania dos Portos, durante coletiva de imprensa, falou sobre as ações de combate ao mosquito

Forças armadas atuarão no combate ao transmissor da Dengue, Zika vírus e Chikungunya

Por Ricardo Hiar, de São Sebastião

Assim como dezenas de cidades em todo o país, os quatro municípios do litoral norte também promoverão neste sábado (13), o Dia D contra o mosquito Aedes Aegypit. A mobilização contra o vetor de doenças como Dengue, Chikungunya e Zika, terá o reforço da Marinha do Brasil em São Sebastião e Ilhabela.

De acordo com Luís Antônio Anídio Moreira, delegado da Capitania dos Portos de São Sebastião, houve um planejamento da Marinha, em conjunto das secretarias municipais de saúde, para delinear a ação. Ele diz que a operação, que contará com a atuação de 42 militares, foi dividida em quatro fases.

“Nossa missão é agregar a Marinha nas ações de conscientização e combate ao mosquito que serão promovidas pelos municípios. Tanto que iremos visitar residências, nos locais apontados pelas secretarias municipais, consideradas áreas vulneráveis e que precisam de reforço e orientação”, contou Anídio.

Ele também afirmou que em todo Brasil as ações contra o inseto vão mobilizar 237 mil representantes das Forças Armadas.

No litoral, a primeira fase das atividades contra o Aedes Aegypti começou no dia 29 de janeiro, com a conscientização do público interno e o combate aos possíveis focos do mosquito na sede da capitania. 

Já a segunda fase será a participação do Dia D, no sábado. Militares atuarão em Ilhabela e São Sebastião na entrega de panfletos e reforçando o trabalho de conscientização da população no combate aos criadouros do mosquito.

A terceira e quarta fase começarão juntas, na próxima segunda-feira, e seguirão até o dia 18 de fevereiro. Enquanto um grupo de militares fará a visita casa a casa, para tentar combater os criadouros de modo físico e químico, outros oficiais visitarão 20 escolas da região para promover palestras aos alunos do ensino fundamental e médio.

“A população tem grande simpatia e confiança pelas Forças Armadas, então acreditamos que essa mobilização poderá ser de grande valia em todo o país. Esperamos contar com o apoio de todos, para que o combate ao mosquito seja efetivo”, completou.

 Filipeta1 Zika

Agravamento

Os problemas enfrentados pelos brasileiros relacionados ao Aedes Aegypit se agravaram nos anos de 2014 e 2015, quando foram identificadas outras doenças provenientes do mosquito. Em novembro do ano passado, o Ministério da Saúde declarou estado de emergência em saúde pública de interesse nacional. A presidente Dilma Rousseff então convocou as forças armadas para atuarem nesse segmento, de modo a otimizar o combate ao Aedes.

O mosquito

Conforme explicou o delegado, é preciso conhecer o inimigo para poder combatê-lo. Por conta disso, ele fez uma breve explanação sobre as características do Aedes Aegypti.

A proliferação do vetor acontece de forma rápida porque uma fêmea do mosquito chega a botar 400 ovos, que podem ficar incubados num período entre seis meses e um ano. 

Quando entra em contato com a água, o ovo pode se transformar na larva em apenas 11 minutos. Já a larva demora entre sete e 11 dias para se tornar o mosquito.

O inseto, que vive cerca de 40 dias, pode voar até 400 metros do criadouro e, diferente do pernilongo, não faz barulho e sua picada não dói.

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