Litoral Norte Meio Ambiente

Caraguá ocupa 8ª colocação no programa Município VerdeAzul e registra 70% de aumento de recicláveis

Caraguatatuba registra 1.404 casos e 59 mortes Foto:Cláudio Gomes/ PMC

O município teve quatro projetos aprovados pelo Fehidro na ordem de R$ 4 milhões e prevê estudos para implantação do projeto de Estabilização e Revitalização do Rio Juqueriquerê em 2018 

 

Por Adriana Coutinho

A cidade de Caraguatatuba já começa a fazer um balanço deste ano – o primeiro de uma nova Administração, e traz como saldo ações que vão ao encontro do que se prega sobre desenvolvimento sustentável. Prova disso, a cidade teve quatro projetos aprovados pelo Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro) com valor que passa dos R$ 4 milhões. Os projetos vão diversificar os investimentos e estão divididos no Plano de Drenagem, fase 3, da bacia dos rios Santo Antônio e Guaxinduba, com verba de R$ 1,5 milhão, na execução de dique de contenção no valor aproximado de R$ 260 mil, no canal extravasor com verba de R$ 1,1, ambos no bairro Pontal de Santa Marina, além da ponte sobre o Ribeirão Lagoa, com mais R$ 1,1 milhão de investimento.

Caraguá conquistou ainda o 8º lugar no Programa Município VerdeAzul (PMVA) entre os 539 municípios do Estado de São Paulo. O PMVA, lançado em 2007 pelo Governo do Estado de São Paulo, tem o propósito de medir e apoiar a eficiência da gestão ambiental, com estímulo e auxílio às prefeituras paulistas, na elaboração e execução de suas políticas públicas estratégicas em busca de um desenvolvimento sustentável. Ainda este mês será feito o anúncio final do Ranking Ambiental Paulista 2017. Esgoto tratado, resíduos sólidos, arborização urbana, educação ambiental, cidade sustentável, gestão das águas e conselho ambiental são algumas das ações diretivas norteadoras do programa.

Outras medidas adotadas como proposta de desenvolvimento sustentável este ano, foi a produção de cartilha de arborização urbana, investimentos em capacitação de profissionais da agricultura e benefícios para a área pesqueira. Além da retomada do viveiro municipal com irrigação automática, aumento da frota para quatro veículos e ampliação do corpo técnico, entre outras ações.

Para 2018 – Em Outubro foi apresentado o programa de estudos para implantação do projeto de Estabilização e Revitalização do Rio Juqueriquerê, visando gerar parâmetros para a viabilidade do projeto e implantação da obra de enroncamento, com a construção de um maciço composto por blocos de rocha compactados, em que se espera regularizar as margens do rio, impedir a erosão e dissipar a força das ondas.

A obra tem a expectativa de sanar e atender diversas demandas – uma delas é minimizar as frequentes enchentes e alagamentos no Morro do Algodão e bairros adjacentes, a área que mais sofre nos períodos de chuva. Com o desassoreamento permanente do rio, ocorrerá a possibilidade de operação contínua da atividade pesqueira, criando melhores condições para o desenvolvimento pleno do setor. Outro fator é o incremento da atividade náutica, que hoje possui um grande potencial de expansão e de geração de empregos, possibilitando o crescimento da atividade econômica. O aumento do calado para a navegação tornará possível o tráfego livre das embarcações favorecendo cerca de 25 marinas e garagens náuticas localizadas na região. Vários estudos estão sendo realizados por uma equipe de 12 profissionais entre oceanógrafos, biólogos, geólogos, físicos, entre outros e os resultados dos procedimentos devem ser apresentados em 10 meses.

Lixo – Outra medida que chama a atenção foi a Secretaria de Meio Ambiente Agricultura e Pesca implantar um programa de coleta seletiva em agosto, e com o novo sistema de gestão registrou em Outubro um aumento de aproximadamente 70% na coleta de materiais recicláveis. Esta, entre outras ações coloca Caraguatatuba entre as cidades que desenvolvem políticas públicas efetivas para a preservação do Meio Ambiente.

A expectativa é de que o novo formato impulsione a geração de emprego e renda entre os integrantes – mais de 30 pessoas envolvidas, entre as cooperativas Maranata e Pegorecicla e funcionários da Electra Pavimentação e Construção Civil Ltda, empresa responsável pela coleta. O valor do contrato foi de R$ 587.400 mil com um termo aditivo de R$ 144.617 mil  com 2 caminhões, 2 ajudantes e três rotas de coleta, sendo duas diurnas e uma noturna.

“A coleta seletiva já existia na cidade, mas, visando atender à demanda da população interessada em reciclar seu lixo, pensamos numa proposta diferente”, conta o secretário de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca, Marcel Giorgeti.

“Antes, a Prefeitura cedia os dois espaços para as cooperativas, além dos caminhões e combustível para a coleta. Era ainda responsável por todas as contas, luz e água.  Eles (os cooperados) recolhiam, beneficiavam e vendiam. Se não atingissem um salário mínimo, a Prefeitura cobria o valor e disponibilizava cestas básicas. Com o novo programa, contratamos uma empresa que faz a coleta e os cooperados executam somente a triagem. A Administração continua arcando com os custos, quanto aos prédios, e eles arcam com o serviço de contabilidade” aponta.

Hoje, 30 toneladas do que é coletado são materiais recicláveis e antes da implantação do novo programa, apenas nove eram reutilizadas. “Atualmente a cidade produz mais de 100 toneladas de lixo por mês”, contabiliza. Giorgetti ressalta que, com a inovação no serviço de coleta seletiva, os gastos com o envio diário para o aterro sanitário de Jambeiro diminuíram drasticamente, uma vez que esse material segregado não será mais disponibilizado para o transbordo.

Em junho, a Prefeitura realizou uma audiência pública sobre o Plano de Coleta Seletiva, onde apresentou o panorama atual dos resíduos sólidos gerados no município e apresentou a proposta para o cenário da coleta em um horizonte de planejamento para 20 anos, sugestão de programas municipais, além de proposta de adequação na legislação municipal. “Então decidimos implantar o novo modelo e estamos avaliando. Tem se mostrado muito satisfatório, uma ação que une o social e o ambiental e que tem gerado mais recursos para as cooperativas”, salienta o secretário.

Para divulgar o programa e conscientizar os estudantes e a população, diretores das unidades escolares municipais receberam orientações da diretora de Projetos de Saneamento e Educação Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente Agricultura e Pesca de Caraguatatuba, Tatiana Soares Scian, sobre o funcionamento do Programa de Coleta Seletiva para ser replicados nas escolas.  Segundo o secretário, a Prefeitura implantou a coleta seletiva em todos os seus prédios, nas escolas e vem fazendo a sensibilização dos funcionários. “Temos que fazer a nossa lição de casa primeiro, para dar exemplo” – finaliza.

A coleta está ocorrendo em todos os bairros de porta em porta, em residências, condomínios, comércios e órgãos públicos. Segundo o secretário, ainda recebem críticas quanto ao não atendimento à determinadas ruas, mas o roteiro está sendo adotado em razão do aumento de pessoas que aderem ao programa. Para empresas, as grandes geradoras de resíduos, o recolhimento acontece das 18h às 23h e os interessados podem fazer um cadastro na Secretaria de Meio Ambiente para que a coleta passe em seu endereço. A Secretaria está em novo endereço: Rua Santos Dumont, 502 – Centro. Seu horário de atendimento é das 9h às 16h30 e o telefone, (12) 3897-2530.

 

Divulgação

Confira a programação da coleta nos bairros:

Segunda-feira: Massaguaçu, Getuba e região;
Terça-feira: Praia das Palmeiras, Britânia, Olaria, Casa Branca, Mococa, Tabatinga e Verde Mar;
Quarta-feira: Indaiá, Barranco Alto, Tinga, Gaivotas, Jaqueira e Maristela;
Quinta-feira: Ipiranga, Prainha, Martim de Sá, Cantagalo, Cidade Jardim, Sumaré, Vapapesca e Perequê Mirim;
Sexta-feira: Centro, Jardim Primavera, Benfica e Califórnia.

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