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Associação de Amparo à Mulher Sebastianense pede volta do convênio com a prefeitura

Um grupo de mulheres da sociedade civil realiza um abaixo-assinado online, organizado por meio da plataforma “Petição Pública”, pedindo o retorno do convênio entre a prefeitura de São Sebastião e a Associação de Amparo à Mulher Sebastianense (AAMS). 

Quando comunicou o fim do convênio no ano passado, a prefeitura alegou que o atendimento às mulheres em São Sebastião passaria a ser centralizado na Casa Poderosa e que o convênio com a AAMS foi descontinuado porque ambas cumpriam o mesmo papel. “Todas as mulheres atendidas pela AAMS serão encaminhadas para a Casa Poderosa”, disse a prefeitura na ocasião.

Porém, a associação afirma que apesar da Casa Poderosa estar funcionando, continua recebendo grande demanda por parte de mulheres agredidas.

“A AAMS tem sede própria e presta serviço social, psicológico e jurídico de forma humanitária e atenciosa, através do trabalho voluntário e profissional de assistente social, psicólogas, assistente administrativa, advogada e inúmeras outras profissionais e cidadãs que participam e valorizam a entidade”, diz o texto do abaixo-assinado.

A entidade é considerada pelo município como de utilidade pública e desenvolve o trabalho de atendimento às mulheres vítimas de violência em São Sebastião há mais de quatro décadas.

Segundo a tesoureira da AAMS, Elisabeth Chagas, após o fim do convênio em dezembro de 2020, a entidade precisou dispensar as profissionais que realizavam os atendimentos. “Nós tínhamos uma assistente social, duas psicólogas e uma gerente administrativa, que eram funcionárias. Com a despedida delas a gente parou o atendimento. Não significa que a entidade fechou, a entidade continua aberta, mas nós não estamos conseguindo ter atendimento”, lamenta Chagas.

A tesoureira conta que a sede está sendo utilizada pelos voluntários dos narcóticos anônimos e do Amor-Exigente, que também perderam o convênio com a prefeitura. “Então, nós cedemos o espaço para eles continuarem atendendo, porque o trabalho deles é só com voluntários”, afirma.

De acordo com Chagas, a AAMS está tentando conseguir recursos financeiros para retomar os atendimentos. Uma das ações almejadas é conquistar o título de utilidade pública estadual, para poder reivindicar recursos de emendas parlamentares, por exemplo.

Para saber mais, acesse o link do abaixo-assinado: https://peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR119199