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Estado cria 10 mil bolsas de auxílio-desemprego

Programa Emprego e Renda disponibiliza vagas e cursos de qualificação profissional; inscrições estão abertas a partir desta segunda-feira (17)

O Vice-Governador Rodrigo Garcia anunciou, nesta segunda-feira (17), a criação de 10 mil bolsas de auxílio-desemprego no programa Emprego e Renda. Os participantes receberão o benefício mensal de R$ 330,00 e ainda terão a oportunidade de realizar cursos de qualificação. As vagas serão distribuídas em 365 municípios do estado de São Paulo. As inscrições estão abertas e são totalmente gratuitas.

“O Governo de SP tem um programa muito bem-sucedido, que são as frentes de trabalho, que agora conta com a bolsa-auxílio e a qualificação profissional”, destacou Rodrigo Garcia.

O programa Emprego e Renda é realizado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico em parceria com os municípios. A ação tem por objetivo reduzir os impactos da pandemia do novo coronavírus entre a população carente em todo estado, proporcionando geração de renda e capacitação.

As oportunidades oferecidas são nas áreas de zeladoria, limpeza, conservação e manutenção de órgãos públicos municipais. Além do auxílio, o cidadão beneficiado contará com seguro contra acidentes pessoais e realizará cursos de qualificação profissional ou alfabetização oferecidos pelo Centro Paula Souza.

As ações serão realizadas em 365 cidades paulistas, nas regiões de Araçatuba, Barretos, Bauru, Campinas, Central, Franca, Itapeva, Marília, Presidente Prudente, Vale do Ribeira, Ribeirão Preto, Santos, São José do Rio Preto, Região Metropolitana de São Paulo, Sorocaba e Vale do Paraíba.

Como participar?

Para participar do programa Emprego e Renda, o candidato deve estar desempregado há pelo menos um ano, ser maior de 17 anos e residir no Estado de São Paulo por no mínimo dois anos.

As inscrições já estão disponíveis e serão feitas em locais definidos pelas prefeituras. A relação completa dos endereços pode ser consultada pelo site www.desenvolvimentoeconomico.sp.gov.br.

O bolsista permanece no programa por até nove meses, com jornada de atividades de seis horas diárias, quatro dias por semana, prestando serviços de interesse local. No quinto dia, o inscrito deverá frequentar o curso de qualificação profissional ou alfabetização.

Os participantes receberão mensalmente uma bolsa-auxílio de R$ 330,00 e seguro contra acidentes pessoais. O programa, realizado em parceria com as prefeituras, tem como objetivo proporcionar qualificação profissional e renda para os cidadãos desempregados por meio de atividades produtivas em equipamentos municipais.

Pesquisa

Um estudo da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) apontou que o Plano São Paulo de enfrentamento ao coronavírus e retomada gradual da atividade econômica preservou 318 mil empregos desde o início de junho. A Fipe é um órgão de apoio institucional da USP (Universidade de São Paulo)

A pesquisa foi liderada pelo economista Eduardo Haddad, que também integra o Conselho Econômico que assessora o Governo de São Paulo durante a pandemia. Os dados foram detalhados por Ana Carla Abrão, que é a Coordenadora do Conselho Econômico. “O estudo aponta quantos empregos teriam sido perdidos se mantivéssemos o nível de atividade econômica referente à fase vermelha”, explicou.

Segundo o levantamento, os 318 mil empregos preservados pelo Plano São Paulo estão, em sua maioria, entre os trabalhadores formais. A estratégia de reaberturas regionais e faseadas da atividade econômica de acordo com a evolução da pandemia garantiu mais empregos entre trabalhadores com menos escolaridade e menor renda, que são justamente os mais vulneráveis em um cenário de retração.

Do total apontado pela pesquisa, 69,4% das vagas mantidas pelo Plano São Paulo são de trabalhadores com carteira assinada, enquanto 30,6% são informais. Dos 318 mil postos de trabalho, 54,8% são ocupados por homens, e 45,2% por mulheres.

O estudo também revelou que 45,8% das 318 mil vagas preservadas tem ensino fundamental incompleto ou completo, 35,4% completaram o ensino médio e outros 18,8% têm ensino superior completo. Em relação ao nível de renda dos empregos preservados, 75,9% dos postos são de trabalhadores com ganhos de até três salários mínimos.

Dos 318 mil empregos mantidos com a retomada gradual da atividade econômica em São Paulo, aproximadamente 303 mil estão concentrados em atividades de serviço. Atualmente, 86% da população do estado vive em regiões que estão na fase amarela do Plano São Paulo, que permite retomada parcial do atendimento presencial em comércios de rua, escritórios e shoppings, além de bares, restaurantes, salões de beleza e academias.

Nessa fase intermediária, a pesquisa da Fipe aponta que o índice de atividade econômica sobre em 2,32 pontos percentuais em relação à etapa vermelha, que prevê restrição total a comércios e serviços considerados não essenciais. Já em regiões que estão na etapa laranja, em que o veto a bares, restaurantes, salões e academias ainda persiste, o aumento de atividade econômica é de 1,11 ponto percentual.