Cidades São Sebastião

O assédio de alguns moradores de rua gera reclamações de munícipes e turistas

Moradores de rua em Maresias

Simone rocha

O Portal Tamoios News vem recebendo a cada dia mais reclamações sobre o comportamento intimidador de alguns moradores de ruas, que circulam pela cidade de São Sebastião, em especial na região central, mas também em bairros como Maresias, entre outros.

O proprietário do hotel Canto do Rio em Maresias, Eduardo Taveira conta que não sabe mais o que fazer. “Eles pedem para usar o banheiro do hotel, pedem água, pedem para tomar banho, usam o estacionamento para fazer as necessidades pessoais. Não temos um banheiro público no bairro. Muitos hóspedes já foram abordados de forma agressiva, eles pedem cigarro, marmitex e já chegam intimando. É realmente um problema que a prefeitura precisa resolver. Se não for o poder público, eu não sei quem vai resolver”, questiona o empresário.

A professora Camila de Oliveira, que mora no bairro Porto Grande, contou que não sabe mais o que fazer. “Mudei para cá para não usar o carro, mas se saio a pé sou abordada a todo momento. De carro já fui abordada e intimidada em frente de casa, por um homem que segurava uma sacola plástica na mão, meio que escondendo algo para me assustar”, revela Camila. Um vizinho da Camila já chegou oferecer moradia e trabalho a um homem em situação de rua que mora na praia Porto Grande, mas ele não aceitou e continua morando na praia, onde recebe amigos para beber e usar drogas, relata Camila. “Creio que a prefeitura precisa resolver essa situação. Nunca vi tantas pessoas nessa situação em nossa cidade como nos últimos meses”, cobra a professora.

A comerciante Beth, dona de restaurante em Maresias, defende os turistas. “Eles pagam diárias de hotel, pousadas, restaurantes, bares, ambulantes e creio que eles têm o direito de não serem importunados, não passarem por situações deprimentes. Já aconteceu diversas vezes do cliente, no caso, o turista, pagar um marmitex para um morador de rua e sair do estabelecimento sem fazer a refeição, por se sentir constrangido pela maneira que a pessoa faz o pedido ou por outros motivos, mas que fazem mal para o comércio do bairro, sendo assim já passou da hora do Poder Público agir”, indigna-se Beth.

Questionada a respeito, a prefeitura informou que o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) é responsável pelo atendimento emergencial à população em situação de rua e oferece atendimento psicossocial, inclusão no Cadastro Único, segunda via dos documentos pessoais, além de busca familiar e concessão de vale transporte, passagens, vestuário, material de higiene e banho.

A prefeitura justificou que pelas características geográficas e por serem ligadas por uma rodovia interestadual, as cidades do Litoral Norte acabam recebendo uma população flutuante de andarilhos que circulam entre os quatro municípios, ora em um local, ora em outro, o que constitucionalmente lhes é permitido já que não se pode privar o direito de ir e vir. E informou que qualquer munícipe pode encaminhar pessoas em situação de rua ao CREAS, localizado na Rua Ubatuba, 256, na Vila Amélia, próximo à Rodoviária. O telefone do CREAS é 3892-2062.