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Greve no porto: Companhia Docas diz que mantém diálogo com portuários

A Secretaria de Transportes e Logística informou nesta quinta-feira (27) que a Companhia Docas mantém diálogo permanente com a categoria para que as atividades do Porto São Sebastião não sejam prejudicadas.

O Sindicato dos Trabalhadores Administrativos em Capatazia, nos Terminais Privativos e Retroportuários e na Administração em Geral dos Serviços Portuários do Estado de São Paulo (SINDAPORT) iniciou na manhã de ontem (26) a paralisação dos serviços no Porto de São Sebastião pelo período de 48 horas. O motivo, segundo aviso publicado na semana passada, é a recusa da empresa à negociação coletiva referente à data-base de 1º de maio de 2021. A greve está prevista para acabar amanhã (28), às 7 horas. 

De acordo com o informativo de greve, essa paralisação por dois dias foi aprovada em assembleia na semana passada, em favor da manutenção do acordo coletivo e pela reposição salarial pelo índice de inflação. “A Companhia Docas não repõe a inflação do salário dos doqueiros desde 2017, a inflação acumulada nesse período, segundo o IPCA-IBGE, foi de 17,89%”, afirma o SINDAPORT.

O sindicato também afirma que a receita do Porto de São Sebastião aumentou 55% em 2020 em relação a 2017 e mesmo com esse resultado positivo a empresa e o Governo do Estado se negam a negociar. Além disso, o SINDAPORT reclama da diminuição do número de empregados e consequente aumento do trabalho para quem permanece. “A postergação no pagamento dos reajustes inflacionários contribuiu para a diminuição de funcionários ativos, pois, sentindo-se desvalorizados, muitos empregados pedem demissão”, argumenta.