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Peixe é capturado em Ubatuba com embalagem plástica no estômago

Foto: Instituto Argonauta

Ontem (01/09) aconteceu uma cena inusitada. A equipe do Instituto Argonauta foi procurada por um pescador que havia capturado um robalo na praia do Perequê-Açu, em Ubatuba, e, ao limpar o pescado, detectou a presença de uma embalagem quase inteira de leite fermentado dentro de seu estômago.

O pescador acionou o Instituto Argonauta para relatar o caso, conhecendo a atuação com o Projeto Lixo Marinho, que monitora os resíduos nas praias do Litoral Norte de São Paulo, e suas interações com os animais.

Os pesquisadores do Instituto Argonauta examinaram o estômago do robalo, que estava completamente preenchido pelo lixo plástico, medindo cerca de 8 centímetros.

Os resíduos descartados de forma incorreta prejudicam a fauna marinha, podendo, em muitos casos, causar sua morte.

Mensalmente, o Instituto Argonauta publica em parceria com o Aquário de Ubatuba o Boletim do Lixo, cujo objetivo é informar sobre a situação das praias do Litoral Norte de São Paulo em relação à presença de lixo. O Boletim do Lixo integra o Projeto Lixo Marinho.

Entre os resíduos que são mais coletados nas praias – aproveitando os esforços de monitoramento da fauna marinha – estão o plástico (70%), vidro (6%), metal (5%), papel/papelão (3%) e outros (16%).

O termo “lixo no mar” pode ser caracterizado como sendo todo o resíduo sólido de origem antrópica que independentemente de sua origem, entra no ambiente marinho. Estima-se que 80% do lixo encontrado no mar é de origem terrestre. Uma vez no ambiente marinho, esses resíduos possuem grande capacidade de dispersão, trazendo diversos impactos ambientais, sociais e econômicos.

Acesse o Boletim do Lixo emitido mensalmente pelo Instituto Argonauta e Aquário de Ubatuba, disponível em https://institutoargonauta.org/publicacoes/

*Fonte: Instituto Argonauta