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Pesquisa mede o fraco desempenho e a lenta recuperação da hotelaria no segundo semestre de 2020

A pesquisa realizada pela Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado de São Paulo – Abih-SP revela o desempenho do setor no 2º semestre de 2020. Dados consolidados, de julho a dezembro do ano passado, retratam o cenário de dificuldades enfrentadas.

Apesar da taxa média de ocupação registrada em dezembro de 2020 (34,15%) relevar ligeiro aumento (+6,35%) em relação ao mês anterior (novembro de 2020), o indicador permaneceu com defasagem (-43,38%) quando comparado a igual período de 2019.

A diária média registrada em dezembro de 2020 (R$ 234,76) manteve-se praticamente estável, com ligeira queda (-1,77%) em relação ao mês anterior (novembro de 2020). Porém, inferior (-19,54%) quando é comparada a igual período de 2019.

Oferta reduzida

Embora o ano de 2020 tenha encerrado com quase a totalidade dos hotéis do estado de São Paulo abertos (99.03%), em busca de receitas necessárias para compensar o fim das medidas governamentais anteriormente adotas para diminuir os efeitos do novo Coronavírus sobre o setor, a oferta de UHs (Unidades Habitacionais) em operação precisou ser reduzida (-22,30%).

Neste cenário, ainda que a receita de R$ 80,17 por UHs disponíveis (RevPar) em dezembro de 2020 represente aumento de 4,47% em relação ao mês anterior, manteve forte retração (-48,44%) em relação ao mesmo período de 2019.

A tabela a seguir, consolida a taxa média a média de ocupação (24,41%); do valor da diária média (R$ 225,01) e do RevPAR (R$ 54,92) para a hotelaria do estado de São Paulo, no segundo semestre do ano passado. “O pior desempenho da história do setor”, avalia Ricardo Roman Jr., presidente da Abih-SP.