Ilhabela Polícia Federal

Desembargador concede habeas corpus e Juliana Louro é solta em São Paulo

Juliana Louro durante as eleições de 2016

O desembargador Nino Oliveira Toldo, do TR-3(Tribunal Regional Federal da 3ª Região, concedeu habeas corpus às 21 pessoas presas pela Polícia Federal nesta quinta(22), durante a Operação Círculo Vicioso, que apura fraudes em contratos no porto de Santos.

Essa decisão, confirmada agora à noite com o advogado dela, Anthero Mendes, faz com seja liberada Juliana Louro, ex-secretária da Prefeitura de Ilhabela, que foi detida ontem na ilha e removida para a sede da Polícia Federal, em São Paulo, por suposto envolvimento no esquema.

O desembargador teria expedido o habeas corpus atendendo pedido feito pelo ex-diretor da Codesp, Francisco José Adriano, um dos presos na operação e decidiu estender o benefício à todas as demais pessoas detidas ontem, entre elas, Juliana Louro. O advogado Mendes confirmou que Juliana seria  liberada ainda na noite desta sexta(23).

Juliana

Ela foi presa após ter sido citada na colaboração premiada de Mário Jorge Paladino, dono da empresa MC3 Tecnologia, que foi contratada através de processo fraudulento pela Codesp, em Santos, contou que Juliana e mais duas pessoas teriam sido indicadas por André Pinto Nogueira, da Assembleia Legislativa, assessor do ex-deputado federal Marcelo Squassoni, principal responsável pelo esquema fraudulento na Codesp.
As três pessoas, indicadas por Nogueira, tiveram repasses de R$ 4.375,00 mensalmente, mesmo que elas não prestassem serviços à Paladino ou a sua empresa a  MC3. Paladino repassou à polícia federal, comprovantes dos  pagamentos feitos para Juliana, através de uma agência bancária de Ilhabela. Juliana teria recebido a suposta propina quando já exercia cargo de secretária na Prefeitura de Ilhabela. Juliana teria recebido propina de R$ 4.375,00 mensalmente, entre janeiro de 2017 e outubro de 2018, quando foi iniciada a Operação Tritão, pela Polícia Federal.

A defesa de Juliana Louro, por meio do advogado Anthero Mendes, afirmou estar surpreso com a prisão e desconhecer o teor da denúncia contra a ex-servidora. “Ela nunca sequer pisou no Porto de Santos ou teve contato com qualquer questão ligada ao porto. Acredito que houve um grande equívoco no envolvimento dela nessa situação”, disse ele à imprensa.