Ilhabela Polícia Federal

Juliana Louro recebia propina de R$ 4.375,00 mensais, segundo delator

Juliana Louro durante as eleições de 2016

A prisão temporária por cinco dias, pela Polícia Federal, de Juliana Louro, ex-secretária  mulher do ex-prefeito Márcio Tenório, na Operação Círculo Vicioso, surpreendeu muita gente.

Ela foi presa, nesta quinta(22), por suposto envolvimento em fraudes praticadas no porto de Santos, mas Juliana morava em Ilhabela e não teria qualquer ligação com a Codesp ou o porto de Santos.

Segundo um delator, Juliana teria recebido propina de R$ 4.375,00 mensalmente, entre janeiro de 2017 e outubro de 2018, quando foi iniciada a Operação Tritão, pela Polícia Federal.

Juliana Louro foi presa na manhã de ontem em sua casa na Cocaia e transferida para a sede da polícia federal, em Santos, onde estão centralizadas as investigações.

A defesa de Juliana Louro, por meio do advogado Anthero Mendes, afirmou estar surpreso com a prisão e desconhecer o teor da denúncia contra a ex-servidora. “Ela nunca sequer pisou no Porto de Santos ou teve contato com qualquer questão ligada ao porto. Acredito que houve um grande equívoco no envolvimento dela nessa situação”, disse ele à imprensa.

O suposto envolvimento de Juliana Louro,  apareceu na colaboração premiada de Mário Jorge Paladino, dono da empresa MC3 Tecnologia, que foi contratada através de processo fraudulento pela Codesp, em Santos.
Em sua delação, ele contou que Juliana e mais duas pessoas teriam sido indicadas por André Pinto Nogueira, da Assembleia Legislativa, assessor do ex-deputado federal Marcelo Squassoni, principal responsável pelo esquema fraudulento na Codesp.
As três pessoas, indicadas por Nogueira, tiveram repasses de R$ 4.375,00 mensalmente, mesmo que elas não prestassem serviços à Paladino ou a sua empresa a  MC3. Paladino repassou à polícia federal, comprovantes dos  pagamentos feitos para Juliana, através de uma agência bancária de Ilhabela. Juliana teria recebido a suposta propina quando já exercia cargo de secretária na Prefeitura de Ilhabela.
Aos investigados estão sendo imputados os crimes de organização e associação criminosa; fraude a licitações e corrupção ativa e passiva, sem prejuízo de eventuais outras implicações penais que possam surgir no decorrer das investigações.